Ronco: o que causa, como tratar e quais os fatores de risco!

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Por: - Otorrinolaringologista - CRM 15905 / RQE 11880
Publicado em 25/11/2019

Ronco: o que causa, como tratar e quais os fatores de risco!

Considerada uma condição bastante comum, o ronco atinge mais de metade da população adulta brasileira, segundo um estudo realizado pela Universidade de São Paulo (USP). Apesar de nem sempre representar um perigo para a saúde do paciente, é preciso investigar as causas mais a fundo, já que a condição pode causar muito mais do que apenas desconforto em quem convive com um familiar ou cônjuge que sofre com o ronco.

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Se você não sabe que sofre com o problema, fique atento à qualidade do seu sono: o ronco indica que você não está recebendo a quantidade ideal de oxigênio para seu corpo realizar as funções vitais. Isso pode prejudicar o sono saudável e fazer com que você se sinta sempre cansado, física e mentalmente. 

Para oferecer um panorama mais detalhado sobre o ronco, convidamos o Dr. Guilherme Webster para nos ajudar na elaboração deste artigo. Continue a leitura e conheça as principais causas, fatores de riscos e tratamentos para a condição!

Afinal, o que é ronco?

O ronco é um ruído provocado pela obstrução ou estreitamento das vias respiratórias, dificultando a passagem de ar e provocando a vibração dessas estruturas durante o sono. A falta de circulação correta do ar levando os tecidos da boca, nariz e garganta a vibrar, o que resulta em um efeito sonoro conhecido como ronco.

Ronco em crianças

Antes de tudo, o Dr. Guilherme ressalta que o ronco deve ser dividido entre adultos em crianças, já que a condição possui características próprias em cada um desses grupos de pacientes. Diferente dos adultos, o ronco em pacientes infantis sempre é nocivo e precisa de investigação o quanto antes.

Causas

O Dr. explica que a causa do ronco em crianças está relacionada às alterações em estruturas da faringe – responsável pela passagem do ar – e das vias respiratórias: “A principal causa é o aumento da amígdala e da adenoide, além do aumento dos cornetos, que são pequenas carninhas dentro do nariz que aumentam devido à rinite”, afirma.

Além disso, o Dr. destaca que as amigdalites de repetição e as doenças infecciosas de repetição nas vias aéreas são os principais fatores de risco para o aparecimento do ronco em pacientes infantis.

Tratamento

Inicialmente, o tratamento do ronco deve ser realizado com o uso de corticoides nasais que visam desobstruir as vias aéreas e facilitar a correta passagem de ar. Caso o tratamento medicamentoso não seja suficiente, é necessário realizar uma intervenção cirúrgica para combater o problema.

Complicações

Quando não tratado, o ronco em pacientes infantis pode levar a uma série de complicações. O Dr. aponta quais são as principais: “Crianças que roncam e não são tratadas podem desenvolver doenças graves, como a hipertensão dentro do pulmão, que pode até mesmo levar o paciente a óbito. Contudo, o mais habitual é causar dismorfia no crânio, que leva a criança a ter uma face mais alongada ou alteração na dentição, por exemplo”, finaliza.

É importante ressaltar que as complicações do ronco também comprometem a qualidade de vida do paciente, podendo comprometer o correto aprendizado e desenvolvimento cognitivo da criança.

Ronco em adultos

Definitivamente, a população adulta é a que mais sofre com o ronco. Para aumentar sua qualidade de vida e evitar maiores complicações, o ideal é buscar ajuda médica especializada. Abaixo, você confere os principais fatores de risco, tratamento e complicações da condição.

Fatores de risco

Um dos principais fatores de risco para o ronco é a apneia obstrutiva do sono, uma condição em que ocorre uma pequena parada respiratória que tem como uma das manifestações o ato de roncar. Além disso, o Dr. elenca outros fatores de risco:

  • Obesidade;
  • Desvio de septo;
  • Alterações metabólicas;
  • Aumento da adenoide;
  • Aumento da amígdala.

Tratamento

O tratamento sempre irá depender da causa e do tipo de ronco. No ronco primário – em que ocorre somente barulho e não há doença ou fator de risco envolvido – o tratamento pode ser realizado com pequenas cirurgias no pátalo. Nos outros casos, o tratamento deve ser realizado cirurgicamente. 

O Dr. Guilherme ressalta que o diagnóstico deve ser feito através de uma polissonografia: “O exame permite identificar se a causa do ronco tem origem no cérebro ou na região das vias aéreas, para possibilitar o tratamento mais adequado”, explica. 

Complicações

Pacientes adultos, que sofrem com o ronco, podem desenvolver:

  • Pressão alta;
  • Dificuldade de concentração;
  • Problemas neurológicos;
  • Risco aumentado para AVC;
  • Risco aumentado para infarto do miocárdio.

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Material escrito por:
- Otorrinolaringologista - CRM 15905 / RQE 11880

Dr. Guilherme Webster é formado em Medicina pela UFSC e realizou a residência médica em otorrinolaringologia pelo Hospital do Servidor Municipal de São Paulo. Seus principais interesses são o tratamento clínico e cirúrgico em rinologia, otoneurologia, otoplastia, atendimento pediátrico e distúrbios de deglutição.

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