Disfagia: causas sintomas e tratamentos

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Por: - CRM 4228 / RQE 4084
Publicado em 21/06/2019 - Atualizado 22/08/2019

Disfagia: causas sintomas e tratamentos

Você já deve ter se engasgado ou ficado com a comida presa na garganta, em algum momento da sua vida, certo? Quem já passou por isso sabe como esses momentos são incômodos e, até mesmo, desesperadores. Agora, imagine passar por isso todos os dias. Estamos falando da disfagia, uma complicação que pode levar a uma série de problemas, se não for tratada adequadamente.

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Mastigar e engolir alimentos parece um processo simples, mas é bastante complexo. O processo envolve vários nervos e músculos do nosso corpo. Quando colocamos a comida na boca, produzimos saliva para facilitar a mastigação. E, no momento em que chega ao ponto de um bolus macio, estamos prontos para engolir. 

Para que isso ocorra, a língua empurra o alimento para a parte de trás da boca, onde vai descer pela faringe. Após esse momento, a laringe se fecha, para que o alimento não desça pela traqueia e penetre nos pulmões. Em seguida, a comida vai para o esôfago, onde é empurrada até o estômago. Mas, na disfagia, não acontece nada disso. Entenda melhor!

O que é disfagia?

A disfagia é caracterizada pela alteração na deglutição, causando dificuldade para mastigar e engolir alimentos ou líquidos. Apesar de poder acometer pacientes de qualquer idade, o problema atinge, principalmente, pessoas idosas. 

Existem quatro tipos de disfagia:

  1. Disfagia orofaríngea: geralmente causada por doenças neurais, sobretudo o AVC, provoca alterações na fase oral e faríngea. Neste caso, o paciente apresenta maior dificuldade para engolir líquidos.
  2. Disfagia cardíaca: relacionada à doenças cardíacas, esta condição comprime o esôfago, criando dificuldades para engolir e para que o alimento chegue até o estômago.
  3. Disfagia esofágica: provoca alterações na mobilidade do esôfago, em decorrência de obstruções mecânicas, situações que dificultam ou bloqueiam a passagem de alimentos e líquidos pelo intestino.
  4. Disfagia botulínica: em tratamentos na região da cabeça e pescoço que exigem aplicações de toxina botulínica, pode haver penetração da substância nos músculos da faringe, ocasionando a disfagia.

Causas da disfagia

Geralmente, a disfagia é causada como consequência de alguma doença. Dentre as principais, podemos citar:

  • Acidente Vascular Cerebral (AVC);
  • Câncer de cabeça e pescoço;
  • Traumas cranianos;
  • Doenças neuromusculares;
  • Paralisia cerebral;
  • Doença de Parkinson;
  • Dentre outras.

Sintomas

A dificuldade para mastigar e engolir, provocada pela fraca ou até mesmo ausente capacidade de deglutição, são os principais sinais da disfagia. Como sintomas secundários, podemos citar:

  • Tosses;
  • Engasgos;
  • Comida parada na boca ou faringe;
  • Regurgitação;
  • Dor ao engolir;
  • Perda de peso;
  • Dentre outros.

Diagnóstico e tratamento

O diagnóstico precoce é fundamental para evitar complicações mais graves da disfagia, como desidratação e problemas respiratórios. Quando há suspeita de disfagia, o médico responsável analisa o histórico de vida do paciente e pode solicitar uma endoscopia digestiva, para identificar as causas do problema.

O tratamento pode ser clínico ou cirúrgico, dependendo do quadro do paciente. Em casos mais simples, é possível tratar a disfagia com exercícios musculares, para melhorar a dinâmica da deglutição, devendo receber acompanhamento multidisciplinar de um otorrino e um fonoaudiólogo.

Já nos casos mais graves, é necessário o uso de um tubo para esticar o esôfago. Dependendo do paciente, pode ser recomendado um procedimento cirúrgico para realizar a desobstrução do caminho esofágico.

Como conviver com a disfagia?

Algumas mudanças nos hábitos diários, principalmente na hora de se alimentar ou ingerir líquidos, podem contribuir para amenizar o quadro de disfagia. Confira o que pode ser feito.

  • Mastigue os alimentos corretamente;
  • mantenha a postura ereta enquanto come;
  • evite comer com pressa;
  • evite se alimentar sem alguém por perto.

Restou alguma dúvida? Entre em contato conosco e mande sua pergunta. Aproveite, também, para ler nosso artigo sobre os principais exames para nariz, ouvido e garganta.

Material escrito por:
- CRM 4228 / RQE 4084

Diretor técnico do CDO, o Dr. Paulo Crespi é também um dos fundadores da clínica. Possui pós-graduação em otorrinolaringologia e mestrado em otoneurologia pela USP. Já exerceu cargos de chefia e presidência na Sociedade Catarinense de Otorrinolaringologia, nos departamentos de otorrinolaringologia do Hospital Geral Celso Ramos e da Associação Catarinense de Medicina.

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