Conheça os tratamentos para o ronco

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Por: - CRM 15664 / RQE 12369
Publicado em 04/12/2018 - Atualizado 15/03/2019

Conheça os tratamentos para o ronco

O ronco é um ruído provocado pela obstrução ou estreitamento das vias respiratórias superiores durante o sono. O barulho surge porque o ar tem dificuldade em passar pela posição em que a pessoa está deitada, provocando uma vibração dessas estruturas.

De acordo com a Sociedade Brasileira do Ronco, o problema afeta até 54% da população adulta. Apesar desse número expressivo sugerir que o ronco é algo normal, é fundamental tratar essa condição pois ela pode apontar que outra parte do seu corpo não está bem, já que o ronco é um sintoma ligado à apneia, que traz riscos para os sistemas respiratório e circulatório.

Nesse artigo, você vai conhecer as causas e os fatores de risco mais comuns do ronco, bem como os tipos de tratamento existentes. Confira!

Principais causas do ronco

Como dito anteriormente, o barulho do ronco ocorre pela obstrução do ar nas vias aéreas. Assim, o agravamento ou o seu surgimento pode decorrer de:

  • Obstrução nasal, obrigando a pessoa a respirar pela boca;
  • Desvio de septo ou outro tipo de alteração na estrutura das fossas nasais;
  • Doenças respiratórias alérgicas, como rinite;
  • Flacidez na musculatura da boca e garganta;
  • Hipertrofia das amígdalas e/ou adenóides;
  • Presença de pólipos no nariz;
  • Mandíbula pequena ou retroposicionado (retrognatismo)
  • Sedentarismo e obesidade
  • via aérea respiratória estreita

As causas podem estar vinculada tanto a problemas no nariz quanto na estrutura da boca, por isso é importante realizar um diagnóstico preciso para que seja iniciado o tratamento adequado.

Quais os tratamentos disponíveis para acabar com o ronco

Nos quadros brandos de ronco, controlar os fatores de risco e modificar a posição de dormir pode já surtir um efeito substancial.

Algumas atitudes preventivas importantes são, evitar:

  • Estilo de vida que favoreça a obesidade;
  • A ingestão excessiva de bebida alcoólica;
  • O uso de calmantes ou outro remédio para dormir;
  • Dormir logo após se alimentar;
  • Deitar de barriga para cima;
  • O tabagismo;
  • Fatores de risco para o refluxo gastroesofágico.

Junto a isso, costuma ser recomendado o uso de retrator de língua, que uma espécie de prótese intraoral móvel que ajuda projetar a língua um pouco para a frente e a manter a boca fechada.

Já em casos mais graves, há duas terapias que podem ser recomendadas pelo otorrinolaringologista:

  1. Uso de CPAP: Trata-se de um equipamento que promove a ventilação das vias aéreas superiores, impedindo que elas fiquem obstruídas;
  2. Cirurgia: Através de procedimentos cirúrgicos como rinoplastia e septoplastia é feita a correção da área que está obstruindo a passagem de ar.
  3. Mudancas no estilo de vida: pratica de atividades fisicas e perda de peso
  4. Uso de dispositivos intra-orais geralmente indicado e orientado por ortodontistas

Há algum risco caso o ronco não seja tratado?

Quando o ronco é esporádico, ou seja, ocorre somente em momentos específicos, ele pode não oferecer riscos sérios à saúde. Porém, quando ele ocorre diariamente, além de atrapalhar o sono da pessoa, não permitindo que ela descanse adequadamente, pode levar ao desenvolvimento da apneia obstrutiva do sono.

Trata-se de um distúrbio que causa a interrupção da respiração por, em média, 10 segundos e afeta 5% dos roncadores. O grande problema da apneia é que, ao reduzir o trânsito de oxigênio no organismo, expõe a pessoa a riscos cardiológicos e neurológicos.

Desta forma, a apneia pode levar ao surgimento de doenças como hipertensão, derrames e infarto agudo do miocárdio.Além disso, a noite mal dormida pode causar cefaleia, sonolência diurna e dificuldade de concentração.

Você conhece alguém que ronca? Compartilhe esse conteúdo com essa pessoa! Mais do que acabar com o ronco, este é um sinal de que é preciso cuidar da saúde como um todo.

Material escrito por:
- CRM 15664 / RQE 12369

Dr. Rafael Goulart é formado em medicina pela Unisul, especialista em cirurgia de cabeça e pescoço pela Sociedade Brasileira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço. Seus principais interesses são cirurgias da tireoide, de tumores na cabeça e pescoço e cirurgias na boca, laringe e faringe.