Como funciona a imunoterapia para rinite alérgica?

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Por: - CRM 11483 / RQE 9708
Publicado em 04/11/2018 - Atualizado 15/03/2019

Como funciona a imunoterapia para rinite alérgica?

A imunoterapia é uma forma de tratamento que visa diminuir a sensibilidades de pessoas que são alérgicas a determinadas substâncias. O objetivo é, ao aplicar o alérgeno, promover uma reação no sistema imunológico a ponto de fazer com que se acostume a ele.

Dentre as doenças possíveis de serem tratadas através da imunoterapia, destaca-se a rinite alérgica. Essa inflamação, segundo relatório da Organização Mundial da Alergia (WAO), afeta de 30% a 40% da população mundial.

Mas afinal, o que é rinite alérgica e como funciona o tratamento de imunoterapia? Confira essas informações abaixo. Boa leitura!

O que é rinite alérgica?

A rinite alérgica é uma doença em que há inflamação das mucosas da cavidade nasal. Isso acontece devido a uma reação do sistema imune a partículas alergênicas presentes no ar, como poeira, ácaros, fungos, fumaça de cigarro e pelos de animais.

Além de espirros, coceira no nariz, corrimento e congestão nasal, a rinite alérgica pode apresentar outros sintomas, como:

  • Tosse;
  • Falta de ar;
  • Dores de cabeça;
  • Alterações no olfato, na audição e no paladar;
  • Febre;
  • Olheiras
  • Prurido ocular;
  • Lacrimejamento.

Como a maioria dos casos leva à obstrução nasal, é comum que as pessoas tenham que respirar pela boca. Isso pode acarretar em problemas na garganta, voz anasalada e até alteração no modo de engolir.

Além de todos os desconfortos, rinite alérgica pode levar ainda ao surgimento de outros quadros, como sinusite, faringite, otite e amigdalite.

Felizmente, os tratamentos para lidar ou amenizar a rinite alérgica estão cada vez mais acessíveis, colaborando com a saúde e bem-estar na vida dos pacientes.

Como funciona a imunoterapia no tratamento para rinite alérgica

A imunoterapia é um tratamento realizado com “vacinas” que visam dessensibilizar o paciente aos alérgenos. Nesse procedimento, a pessoa recebe pequenas doses da substância causadora da sua alergia. Com o tempo, o corpo se acostuma e para de reagir exageradamente quando exposta à substância.

Apesar de não se tratar de um método novo, foi somente no final da década de 1990 que a Organização Mundial da Saúde (OMS) a reconheceu como o único procedimento capaz de conter o avanço das doenças alérgicas.

No caso da rinite alérgica, a imunoterapia hoje tem a capacidade de atuar nos alérgenos mais comuns, como pólen, pelo de animais e ácaros.

Para se ter uma ideia da sua eficácia, um estudo realizado na Faculdade de Medicina de Jundiaí (SP) e publicado no periódico International Archives of Otorhinolaryngology mostrou que 79% dos 281 pacientes que foram submetidos à imunoterapia viram suas crises de espirro, coriza e coceira simplesmente sumirem de vez.

O único porém dessa terapia é que ela requer muita paciência e perseverança. Além de durar alguns anos, a vacinação não pode ser interrompida subitamente sob risco de perder totalmente a sua eficácia.

Há outras formas de tratar a rinite alérgica?

Apesar de a imunoterapia ser considerada o único tratamento que visa reduzir ou mesmo acabar com as crises de rinite alérgica, há outras alternativas paliativas que promovem melhorias a curto prazo.

As mais comuns são:

  • Lavar as narinas com solução salina;
  • Aplicação de descongestionantes nasais;
  • Uso de anti-histamínicos;
  • Administração de corticoides nasais.

Apesar de minimizarem os sintomas, nenhum dos tratamentos deve ser administrado sem o acompanhamento de um médico. Eles podem ampliar a irritação local ou gerar uma dependência.

Desta forma, a solução ainda é procurar mudar alguns hábitos, como evitar o tabagismo, e ficar o mais longe possível dos alérgenos causadores do problema.

Seja para realizar a imunoterapia ou qualquer outro tratamento para rinite alérgica, é fundamental procurar um otorrinolaringologista para que ele avalie o seu caso. Assim, indique o que for mais apropriado para o seu caso.

Caso você tenha ficado com alguma dúvida sobre o assunto, entre em contato conosco e nos acompanhe em nossas redes sociais para saber mais sobre a sua saúde respiratória.

Material escrito por:
- CRM 11483 / RQE 9708

Formada em medicina pela UFMG, a Dra. Ana Amélia é especialista em otorrinopediatria pelo Hospital Pequeno Príncipe e mestre em medicina pela Unifesp. É membro da Aborlccf e da Interamerican Association of Pediatric Otorhinolaryngology. Seu principal interesse é a otorrinolaringologia pediátrica.

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